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É uma música que a gente começou a tocar de brincadeira, que era o som Jorge e o Santo Antônio.
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Então, eu fizendo o que eu chamo de dois santos, Jorge e Antônio.
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E foi, a gente foi mudando de uma pra outra, sem mapa.
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Quer dizer, isso pra mim, eu considero uma honra, pra mim, claro, dividir,
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dos pianões de caldo, ele tinha um Stein, botando em amar, assim.
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E ele, meu gravo, esse é um talento dele fantástico.
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Ele sentado num piano, tocando tudo, apertando os trânsito no iPad, controlando.
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Só era só ele, um estudo, não tinha nem um assistente.
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Ele botou o microfone, ele botou tudo, uma cuidado, câmeras de vídeo,
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fez a coisa toda. Falei também, também.
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Algumas, até a daníngua gel, fez um vídeo, nosso conversão sobre a música,
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tocando e brincando. A gente faz umas quatro mãos com uma briga de burráula,
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fora do piano, ele nasce a tala, mas ninguém viu.
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10 anos atrás deve ter ser lá, porque ele printa, acércido, né?
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Não posso sair divulgando tudo o tempo todo, mas é aquele ou tesouro que tá lá,
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acho que o dia, por quem quiser achar, né?
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E tem noito desse vídeo.
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Tá no YouTube. E tá procurando as plataformas, já é Gourish,
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uma capa bonita de uma gentina que fez uma capa linda.
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E esse disco eu tenho, eu vendo, eu não tenho mais cedenil,
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acabaram todos com todos, que eu só trouxe um pouquinho de...
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Mas esse é o que ninguém que eu nunca comprou, porque eu não sei porque adoro a capa,
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mas parece umas penas, parece umas penas de surf, assim,
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um desenho meu abstracto, muito bonito.
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Mas tudo bem, não reclama, não estou aí com o mundo da vida,
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mas é uma pena que esse projeto ainda não tenha
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alcançado a divulgação que merece.
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Talvez aquele negócio no caramoeira, então não tem nada que eu feito, não é?
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É porque eu acho, hoje eu vindo, que assim,
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a música que a gente faz é uma coisa, a forma de a gente colocar ela no mundo é outra.
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Exatamente. Muita vez, um depende da gente.
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Não depende mesmo, porque, assim, os meios de comunicação,
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de como que você vai fazer que a música se trata muito de fazer aí.
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Chegue, os algoritmos, né?
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As pessoas, né? É um negócio complexo, assim, né?
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É verdade. É verdade mesmo.
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E eu sempre falo, quando eu faço o show,
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ou então o cara me pergunta, vem cá,
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qual é seu trabalho mais recente?
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Falei, se você não viu, é novo.
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Esse disco tem 20 anos.
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O seu novio é zero quilômetro.
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Prazo de validade da mão, viu? Pode consumir, sem nem.
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Só a respeito do seu índio.
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Meu último disco, meu último disco foi gravado em 1995.
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Qual você diz mais recente?
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Foi gravado em 1995 e eu dormi em cima dessa música por 30 anos.
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Literalmente, aí embaixo da minha cama.
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E porque eu fiz o meu primeiro show em Seattle,
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eu estou a mudar para Seattle, em 1993.
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Comecei a encontrar músicos, encontrei músicos maravilhosos,
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assim, na escola, e que chamaram outros músicos.
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Tem formos um quarteto de piano,
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piano, bateria e saxofônio.
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E passamos um ano, ensaiando toda a sexta-feira,
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a gente se uniu, tocava, sem compromisso.
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Eu não tinha nem visto de trabalho,
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não podia sair por dentro de trabalho, não era um mundo.
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E nesse meio-terno, eu recebi o vídeo.
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Trabalho, conseguido, toda aquela papelada,